18 outubro 2017

14:26

Sou o Último Judeu, de Chil Rajchman

cr. Canva


Título Portugal: Sou o Último Judeu (Treblinka: 1942-1943) 
Título Brasil: Eu sou o Último Judeu (Treblinka: 1942-1943) 
Título Original: Je suis le dernier Juif 
Editora: Editorial Teorema 
Edição: 2009

Sinopse: Chil Rajchman tinha 28 anos quando foi deportado para Treblinka, em Outubro de 1942. Depois de ser separado da família e companheiros de viagem à saída do comboio, conseguiu escapar às câmaras de gás ao tornar-se funcionário na triagem de vestuário, cabeleireiro, transportador de cadáveres ou «dentista». Num caderno, deixou anotadas todas as coisas terríveis que presenciou naquele que foi o maior campo de extermínio nazista. Chil foi um dos 57 sobreviventes, entre os 750mil judeus enviados para Treblinka. 

Opinião: Esta é uma obra que impressiona mais do que inicialmente se esperaria - mesmo para um livro cuja temática é exclusivamente o Holocausto. Quem lê já sabe o que esperar - ou pelo menos, pensa que sim -, mas é difícil não nos surpreendermos com o que encontramos nas suas páginas. 

Trata-se de um relato na primeira pessoa despida de preconceitos (ou assim mo pareceu), limpo, objetivo, claro. A forma como as "coisas" nos são apresentadas é crua. Tão crua que a certa altura podemos mesmo começar a questionar a "humanidade" do narrador/protagonista, que relata grandes atrocidades sem lhes acrescentar comentários pessoais depreciativos; ele limita-se a narrar o que acontece. Chega mesmo a parecer uma narração de alguém que viu, não que viveu. 

Ao longo da obra somos presenteados com um relato brutal dos massacres e crueldades que sofreram os prisioneiros de Treblinka, cada atrocidade pior que a outra e cada visão dessas mesmo atrocidades mais sensível que as outras. Mas, apesar de todas essas coisas horríveis, a que mais me marcou foi, no final do livro, um pequeno parágrafo após a fuga de Chil para uma casa de camponeses: 


"Quando entro em sua casa, vejo uma mulher com um bebé nos braços. Aperto contra mim o bebé e beijo-o. Ela olha-me, estupefacta, e eu digo-lhe: «Minha senhora, faz um ano que não vejo uma criança viva...» Choramos todos. Ela dá-me de comer e, reparando que estou molhado, traz-me uma camisa do marido. Diz-me que se trata da sua última camisa."


Esse excerto é, na minha perspetiva, o que mais sintetiza todo o livro: a mortandade e a crueldade, lado a lado com a bondade e a esperança, em poucos linhas e poucas palavras. 

Não é um livro de uma escrita encantadora, nem precisa de o ser. A história fala por si e não são necessários quaisquer tipos de acessórios para a complementar. Ela completa-se sozinha. 

Recomendadíssimo, apesar da sensibilidade do tema.



11 outubro 2017

02:39

Faculdade: E Agora? #10 • 10 Dicas Para Fazer Trabalhos Melhores


Olá, pessoal! Já não aparecia por aqui com um título inquestionavelmente útil há algum tempo, pois não? (Embora, convenhamos, os meus artigos são sempre um pouco questionáveis). Desta vez peguei na minha experiência académica no mundo dos trabalhos escritos e decidi que está na hora de o pessoal saber de algumas dicas supimpas (aprendi essa palavra engraçadita com os nossos colegas brasileiros) que podem salvar alguns trabalhos (ou não). 'Bora?


1. A Wikipédia não, mas a Bibliografia dela, sim

Que a Wikipédia não é fonte fidedigna de pesquisa, isso já estamos nós bem fartos de ouvir milhares de vezes. Mas nunca ninguém disse nada sobre a bibliografia dela, pois não? Muitas vezes os artigos são baseados em livros e artigos legítimos que, esses sim, poderão ajudar-te no teu trabalho; usa esses (depois de confirmar a legitimidade deles, ok?). Além disso, sites cujo domínio termine em .org, .edu ou .gov tendem a ser mais fidedignos (e o domínio diz tudo, não diz?); a base de dados da tua biblioteca escolar também é um bom sítio (aliás, é o melhor de todos).

ps.: Não me esfolem; sei que não é das melhores dicas, mas sempre é melhor do que usar a Wikipédia... não? Não? Ok. 

2. Usa fontes limpas e legíveis

No meu curso, costumamos brincar e dizer que "na dúvida, usa Helvetica". É uma piada "interna" entre designers, mas reflete-se em quase tudo na nossa vida académica e profissional também. Isto porque a Helvetica é considerada como umas fonte preferencial para trabalhar (e isto é perfeitamente discutível). Então, "na dúvida, Helvetica". Ou Arial, a prima em segundo grau. Ou a Frutiger, que é assim para o jeitosinha.  Só não usem, jamais, em circunstância absolutamente nenhuma (como é que posso dar mais ênfase a isto? Apenas.... NUNCA USEM) Comic Sans ou fontes do mesmo estilo. Não para trabalhos académicos. Jamais. Leram bem? Never.

3. Acompanha alguns blogues úteis

Tens o Uniarea, é claro. O Uniarea é o rei dos artigos dedicados a estudantes do ensino superior em Portugal. Mas sabias que existe um universo enorme de blogues pessoais dedicados ao assunto também? Se fores bonzito a inglês, recomendo-te o The Young Hopeful, o 'Her Campus' (que, bom, é mais dedicado a o público feminino, mas só não lê o masculino se não quiser, porque a vida académica não tem género), o Welcome do Ally's Worlds e o Chase the Write Dream.

4. Desliga um pouco

Sejas tu o tipo de pessoa que só funciona numa maratona de 5h consecutivas de trabalho, ou do tipo que faz pausas de 5 em 5 minutos, desligar é essencial. E quando digo 'desligar', o que eu quero dizer é: realmente desligar. Das redes sociais e das distrações todas. Se for preciso, desligar também a internet. Já falei um pouco mais detalhadamente sobre isso num outro artigo meu sobre os erros que os estudantes cometem, mas nunca é demais avisar que há formas de combater as distrações e sobre a importância de parar, ir apanhar ar, e voltar somente de cabeça fresca. Um método que eu uso muito, é fazer e guardar a pesquisa toda, desligar da internet ou ir para um sítio sem ela, e depois trabalhar com o que tenho.


5. Sê acompanhado/a pelo teu professor

Sim, eu sei, nem sempre os professores são os mais acessíveis nesse quesito, mas garanto-te que se eles te acompanharem ao longo do trabalho a máquina vai funcionar um pouco melhor - pelo menos porque, se fizeres algum erro grave, ele pode ser detectado com antecedência suficiente para ser corrigido. E não custa tentar, não é?

6. Organiza-te

Mais fácil falar do que fazer, mas a organização é a chave fundamental para que todo o projeto corra bem. Sim, todos nós conhecemos aquelas pessoas que fazem trabalhos de um dia para o outro e saem-se bem (provavelmente até somos essas pessoas), mas isso retira em considerações dois factores: a) a cultura anterior dessas pessoas permite-lhes realizar o trabalho com mais facilidade; e b) quando metem mãos à obra, são metódicas e organizam-se bem para que o trabalho saia bem. Não é uma questão de sorte, não. É uma questão de gestão de tempo e organização. 

7. Evita a primeira pessoa

Eu tenho uma alma de humanidades e artes, mas nos meus tempos de estudante do básico, se houve algo que eu aprendi nas disciplinas de Ciências da Natureza e Físico-Química, foi que relatórios não se escrevem na primeira pessoa. Ponto. E chegar ao ensino superior e continuar a cometer esse erro é um pouco grave demais. Portanto, fica a dica: não uses a primeira pessoa! Recorre ao impessoal; em vez de escrever "procedemos a concretizar isto", diz antes "procedeu-se à concretização de". "Tu" não existes. 

8. Não, o corretor do Word não faz tudo

Não entregues um trabalho sem fazeres a tua própria revisão. O Word até pode estar a dizer-te que não tens erro absolutamente nenhum, mas posso garantir-te que há erros. Isto porque o programa lê as palavras, mas não o contexto dela, e podes perfeitamente ter algo como "é um chique de culturas" em vez de "choque" e o abençoado detetor de erros não percebe a diferença. 


9. Larga as introduções e conclusões padrão que usas desde o 9º ano.

"Realizámos entre trabalho no âmbito de" e "concluímos que este trabalho foi interessante" está mais do que morto e enterrado e só mostra que não sabes sequer do que se trata o trabalho. Deixa a introdução e a conclusão para que sejam feitas por último no trabalho e usa-as para fazer uma apresentação e um resumo, respectivamente, do que se trata o trabalho.

10. Usa palavras mágicas

Nem todos somos Eças de Queirós com o dom da escrita, capazes de usar palavras complicadíssimas que fazem as maravilhas dos trabalhos e nos fazem super-parecer-mega inteligentes. Mas também somos demasiado preguiçosos para ir ler uns livros, procurar no dicionário ou abrir uma janela do Google e pesquisar 'sinónimos de'. Mas tudo bem! O Word tem a solução perfeita para isso - e tu provavelmente até já conheces, mas nunca te lembras de usar. 
Basta que cliques sobre uma palavra com o botão direito do rato, desces até "sinónimos" e selecionas a que te parecer mais adequada (se tiveres dúvidas, consulta um dicionário a sério para teres a certeza que é um sinónimo correto). Ah, às vezes esse ferramenta funciona menos bem com verbos no gerúndio ou palavras acabadas em '-mente', mas basta procurar com a raiz do verbo/palavra (em vez de 'completamente', procurar o sinónimo de 'completa' e depois adaptar). 


Basicamente, essas são as principais regras que eu costumo usar para a maioria dos trabalhos teóricos que vou fazendo. Não são nada de outro mundo, mas conjugadas com uma boa pesquisa, boa ortografia e bastante trabalho de fundo, podem fazer a diferença.

E quais são as vossas dicas para que os trabalhos saiam bons?



06 outubro 2017

23:47

5 Motivos Porque eu Amo o Outono

cr. Canva

Depois de fazer uma lista de Cinco Motivos Porque Eu Odeio o Verão, venho agora trazer uma lista com Cinco Motivos Porque Eu Amo o Outono. E eu amo o outono na mesma proporção em que odeio o verão. Isto não faz sentido para muita gente, mas basta que faça sentido para mim. Portanto:

Porque é que eu amo o outono?


1. Cores bonitas

Há altura do ano com cores mais bonitas do que o Outono? Para mim, não. Nem as mil cores da primavera, nem os verdes do verão. Para mim, os laranjas, vermelhos e castanhos do Outono são as cores mais bonitas do ano. 

2. Começa a ficar fresquinho  

É sinónimo de 'adeuzinho, verão, até para o ano' (e eu odeio o verão, não é?), sinónimo de que os dias de calor intenso estão a chegar ao fim e o sol deixa de quase cegar e derreter. É sinónimo de poder ir para a faculdade ou para qualquer lado sem ter de me preocupar em ficar derretida nos primeiros cinco minutos fora de casa. 

3. Roupas quentinhas

É a altura em que se pode usar roupas quentinhas sem ter de parecer um chouriço ambulante, como no inverno. Está frio, mas não tanto frio que precisemos de três camisolas e um casaco polar. Já se pode usar botas, mas não precisamos de dois pares de meias. E os gorros são mais para o estilo do que para aquecer as orelhas. 


4. Dias nublados

Eu adoro dias nublados. São fresquinhos, a luz é bonita e não preciso de usar boné ou preocupar-me com o calor e o sol. Só não gosto de conduzir no nevoeiro, mas acordar e olhar lá para fora e ver a cidade coberta de nuvens deixa-me realmente feliz.

5. É a chegada do inverno

A única outra altura do ano que eu adoro é o Inverno (desculpa, Primavera, mas eu apenas gosto de ti <3); então, Outono significa que o tempo de frio se vai prolongar por alguns meses, com o seguimento do Inverno. É sinónimo de mais dias nublado, chuva e todas as outras coisas que mencionei acima. 

Resumindo: eu amo o outono. E não podia estar mais feliz por já ser outono (apesar de estar invulgarmente quente este ano e eu não achar muita graça a isso - OI, São Pedro? Devolve o Outono, por favor!).



04 outubro 2017

13:58

Mega Lista de Sites de Stocks

cr. Canva


Apesar de termos um post só com todo o tipo de fontes imagináveis de recursos, tutoriais e dicas aqui no blog, surgiu a necessidade de ter um apenas para sites de stock, considerando a quantidade quase infinda de sites existentes. Estará em atualização conforme forem surgindo mais ou formos descobrindo mais, e sintam-se livres para partilhar este post por mundos e fundos e ajudar os coleguinhas que precisam de imagens de stock grátis e boas.


ATENÇÃO:
Ler os termos de uso individuais de cada site antes de usar, verificando o que pode ou não ser usado livremente. Eu não me responsabilizo por quaisquer eventualidades que possam ocorrer a quem recorrer a esta lista.



- Picjumbo: https://picjumbo.com/
- Stocksnap.io: https://stocksnap.io/
- Gratisography: http://www.gratisography.com/
- Unsplash: https://unsplash.com/
- Splitshire: https://www.splitshire.com/
- Magdeleine: https://magdeleine.co/license/cc0/
- Blue vertig:o http://www.bluevertigo.com.ar/
- olyvia: http://olyvia.co/risking-your-business-for-beautiful.../
- cupcake: http://cupcake.nilssonlee.se/
- Creative Convex: http://www.creativeconvex.com/free-stock-photos
- Life of Pix: http://www.lifeofpix.com/
- Death to stock photo: http://deathtothestockphoto.com/
- IMFree: http://imcreator.com/free
- Freepik: http://br.freepik.com/ 
- DeviantART:  http://www.deviantart.com/ 
- FreeImages: http://pt.freeimages.com/
- OpenPhoto: http://openphoto.net/ 
- PhotoRack: http://www.photorack.net/ 
- UnProFound: http://www.unprofound.com/ 
- FreeDigitalPhotos: http://www.freedigitalphotos.net/
- FreeFoto:  http://www.freefoto.com/index.jsp 
- FreePixels: http://www.freepixels.com/ 
- Public Domain Photos: http://www.public-domain-photos.com/ 
- Every Stock Photo: http://www.everystockphoto.com/ 
- Flickr: http://www.flickr.com/search/advanced 
- SuperFamous: http://superfamous.com/
- LittleVisuals: http://littlevisuals.co/
- Fotolia: https://us.fotolia.com/ 
- VisualHunt: https://visualhunt.com/ 
- Pexels: https://www.pexels.com/ 
- Epicantus: http://epicantus.tumblr.com/ 
- Tookapic: https://stock.tookapic.com/ 
- Jay Mantri: http://jaymantri.com/ 
- SnapWire: http://snapwiresnaps.tumblr.com/ 
- FreeStocks: http://freestocks.org/
- GeTrefe: http://getrefe.tumblr.com/ 
- New Old Stock Photo: http://nos.twnsnd.co/ 
- PicJumbo: https://picjumbo.com/ 
- SuperFamous: http://superfamous.com/ 
- Creative Commons: http://search.creativecommons.org/ 
- PhotoTL: http://www.photl.com/ 
- PhotoDune: https://photodune.net/ 
- Little Visuals: http://littlevisuals.co/ 
- SplitShire: http://www.splitshire.com/
- Negative Space: http://negativespace.co/ 
- StockVault: http://www.stockvault.net/ 
- JeShoots: http://jeshoots.com/ 
- 123RF: http://br.123rf.com/ 
- PixaBay: http://pixabay.com/ 
- Nilsson Lee: http://cupcake.nilssonlee.se/ 
-KaboomPics: http://kaboompics.com/ 
- FoodiesFeed: http://foodiesfeed.com/ 
- RaumRot: http://www.raumrot.com/10/ 
- PNG Pix: http://www.pngpix.com
- Startup Stock Photos: http://startupstockphotos.com


24 julho 2017

23:51

Top 5 youtubers favoritas







 Hello, queridos Lemonetes. Enquanto discutimos a possibilidade de o blog um dia virar para a plataforma de video, gostaria de deixar a minha lista de cinco youtubers favoritas. E o porquê de o serem. Espero que o post vos agrade ;)



#05 - Claudia Sulewski

 

Das mais novas da lista. A Claudia chamou-me muito a atenção não só pela sua beleza, liek não dá para não dizer que a miúda é feia, mas também pela sua atitude super positiva e em geral a sua personalidade alegre e calma. Sem escândalos. com bons vídeos em que, quando não está ocupada com a sua vida fora do youtube, dá-se à liberdade artística. Vejam os dois vídeos, um do seu canal principal e outro do seu canal de vlogs. 

#04 - Catcreature/ Annabelle G.

 


O segundo video que deixei aqui foi o primeiro dela que vi. Talvez por ser também uma estudante de arte, a Anne chamou-me à atenção. A maneira como edita os seus vídeos é inspirador, estaticamente satisfatório. Pessoalmente sinto-me criativamente apta e com as energias levantadas depois de assistir aos vídeos dela. Espero que dêem também uma olhada ;)

#03 - Meghan Rienks

 

De todas as youtubers desta lista, a Meghan seria a minha escolha para melhor amiga. A energia dela é tão parecida com a minha. É barulhenta, louca, nerd, derp e cozinha enquanto está bêbada ou triste. E isso é fantástico. A capacidade de nos fazer sentir como se não a tivessemos projectada em telas, mas sim à nossa frente. Além de que ela é real, não tem medo de falar de alguns assuntos tabus e usar a sua experiência para explicar situações e abrir o seu coração inteiro a todos nós.

#02 - Claire Marshall

 

Provavelmente a que mais me inspira. A Claire tem o dom da sensoridade. Atrai-nos de forma não só visual como sonora quando cria os seus vídeos. Calma, segura e ao mesmo tempo cheia de pequenos problemas que todos nós temos. É alguém que devem seguir quer queiram sentir-se inspirados ou ver arte.

#02 - Violette

 

Acho que não falo só por mim quando digo que vivemos numa sociedade que acolhe a ideia de consumismo em massa. As youtubers de hoje em dia - especialmente americanas - são o pináculo do assunto. É primer, mas três diferentes num espaço de dois vídeos postados na mesma semana. Os favoritos mudam de video para video e a realisticamente ninguém tem dinheiro ou tempo para comprar todos os milhões de produtos que elas nos oferecem. Sendo uma makeup artist, a Violette usa bem os seus produtos e normalmente os seus vídeos usam não mais que cinco produtos, e por norma apenas três. Simples e directa ao ponto, os tutoriais de maquilhagem dela são perfeitos pela forma única e artistica que ela usa para nos apresentar looks, que são realisticamente mais alcançáveis para alguém que tem uma rotina do dia-a-dia complicada. 




24 junho 2017

23:21

Milagre / Extraordinário, de R. J. Palacio


August é um menino de 10 anos pouco normal. Nasceu com uma deficiência genética que deformou o seu rosto e que o obrigou a ser submetido a muitas cirurgias ao longo da infância. Devido a todas as complicações que as cirurgias e os seus problemas comprometiam, Auggie nunca foi à escola. Até agora. 

Para um aluno normal, o ensino básico é uma missão difícil de cumprir. Para August, essa missão é uma verdadeira prova de vida. Mesmo habituado aos olhares das pessoas, ao medo e à aversão, Auggie tem agora de enfrentar a crueldade dos seus colegas - e a amizade. Nunca sozinho, August vai viver verdadeiras aventuras, encarar a sociedade e libertar-se das suas amarras. 

Narrado por diversos pontos de vista - de Auggie, da família e dos amigos -, este livro retrata a vida de uma criança que tem tudo de normal, menos o seu rosto, e que vai enfrentando a vida com uma coragem avassaladora. 


Auggie é o personagem mais corajoso que eu já conheci. Desde as primeiras páginas que eu tenho a vontade imensa de abraçá-lo e dizer-lhe o quão especial e incrível ele é. Auggie é possivelmente o personagem mais corajoso de toda a literatura. E não só é corajoso, como é gentil e engraçado e um verdadeiro guerreiro na batalha que é a vida. 

August tem noção do que as pessoas pensam e vêm quando olham para ele. É uma criança muito auto consciente. Mas é também um jovem muito descontraído, com um grande bom humor e um coração do tamanho do mundo. Apesar do bullying e das provocações, ele mantém-se sempre calmo e passa pelas situações como se fossem uma lição. Aprende muito depressa, tem uma humildade muito singular e uma inteligência enorme. 

Ele tem tanto amor para dar, e nós aqui, deste lado, a querer dar-lhe a ele amor. August não precisa de guarda costas, nem de proteção, nem de supervisão. Ele defende-se a si próprio de uma forma que outros miúdos não conseguem. Ele ri-se de si próprio. Não precisa de fazer pouco dos outros para ser engraçado. Perdoa facilmente. É extremamente tolerante. É confiante. É uma alma tão especial que é impossível não adorá-lo. 


Quando lemos sob o ponto de vista dele, compreendemos o seu sofrimento de uma forma muito vívida e íntima. Entramos na sua pele e somos um rapazinho de 10 anos com um rosto diferente do vulgar que está na escola pela primeira vez.

Quando lemos sob o ponto de vista da família, percebemos o quanto ele é amado e estimado. Mesmo nas piores alturas, mesmo exigindo uma atenção muito especial, mesmo perante o constrangimento, ele é uma criança profundamente amada.

Quando lemos sob o ponto de vista dos amigos e conhecidos, então, sentimos o verdadeiro efeito que ele tem sobre as pessoas. Não o efeito visual. Mas o efeito que ele tem sobre o coração das pessoas. O efeito que leva as pessoas a querer protegê-lo e brincar com ele. Como Miranda, uma amiga da irmã, ou Justin, o namorado da mesma. Essas pessoas vêm além da carapaça de Auggie e encontram a criança incrível que ele é. 



Sim, eu chorei. Chorei como não chorava desde A Culpa é das Estrelas. Mas desta vez, chorei quase sempre de alegria. Este livro é um bálsamo para a nossa alma. Aprendi tanto com ele, aprendi tanto com Auggie, que acredito que jamais esquecerei este livro. 

Palacio, os meus grandiosos parabéns. E a todas as crianças e pessoas como Auggie, os meus ainda maiores parabéns por serem tão corajosos, tão especiais, tão incríveis.

Podes adquirir este livro clicando aqui.


_

Disclaimer

Todos os conteúdos aqui apresentados têm os direitos reservados aos respetivos autores. À partida, todos os textos neste blog são da autoria de Rafaela Silva, Aléxia Oliveira e Mónica Simão, exceto em referência contrária, e não devem ser reproduzidos, adaptados ou copiados de forma alguma sem consentimento prévio. Todas as fotografias com marca de água de Rafaela Silva ou RS Fotografia e Design têm os direitos exclusivos de Rafaela Silva. As fotografias com a marca d'água de Lemao Doce ou Limão Doce pertencem exclusivamente ao blog. E todas as imagens não assinaladas pertencem aos respetivos autores e provavelmente virão de sites dedicados a imagens de stock (ver: 'Recursos')
Com tecnologia do Blogger.

Seguidores

Google+ Followers

Instagram