08 junho 2016

Últimas Séries Vistas #2 • Review


Séries, Séries, Séries! O que é que eu ando a ver? Antes da época de frequências começar - para muitos, época de exames também -, e antes de eu ter de me agarrar com unhas e dentes aos livros, eu tive bastante tempo livre - que aproveitei para ver séries. 


American Horror Story

 Esta série viciou-me logo na primeira temporada. Foi a segunda vez que tentei vê-la – na primeira, não passei do primeiro episódio -, e garanto que aquelas três semanas que levei a ver (eu sei, bastante tempo, mas sou estudante que trabalha, dêm-me um desconto) valeram a pena. Conhecida pelas suas séries macabras e absurdas, e por ter sempre os mesmos atores em todas as temporadas apesar da mudança de histórias, AHS é uma das séries mais emblemáticas da actualidade no mundo do terror. Vou, portanto, analisar por temporadas.


1. MURDER HOUSE

 “Caos” é provavelmente o melhor vocábulo para descrever a primeira temporada da série. Desde fantasmas assassinos, a mortos que não ficam mortos (nem sabem que estão mortos), um homem de latex e uma casa com tantos problemas que devia consultar o psiquiatra que vive nela, parece demasiado improvável para ser real. Mas é uma forma de resumir tudo. Desde o início até ao final que somos bombardeados com plot twists e revelações escandalosas, que nos mantêm agarrados como se estivéssemos presos naquela casa. Só lamento que a história do monstro da cave não tenha sido mais explorada (acredito que isso seja uma ponta solta). Contudo, apesar de muito absurda (quem se lembraria de uma história assim?), gostei da temporada, gostei de alguns personagens (Tate <3 ) e decidi passar à próxima. 

2. ASYLUM

Considerada por muitos a melhor temporada de todas, e definitivamente a mais intensa, é, ainda assim, uma das mais insanas – e nem é um trocadilho alusivo ao facto de se passar num asilo. Peguem em pessoais muito instáveis num hospital psiquiátrico, adicionam pessoas sóbrias, uma pitada de experiências em humanos e extraterrestres, e obtêm a receita secreta de Asylum. Parece loucura? Bem, estamos a falar de American Horror Story – e é melhor habituarem-se. A temporada é muito melhor do que parece e tem uma série de pequenas histórias – parte de grande – que a tornam realmente especial. Temos personagens verdadeiramente profundos e bem construídos, atores que revelaram o seu talento e revelações épicas. A irmã Jude é uma obra de are, a Lana é uma das personagens mais bem construídas que já vi, e o Kit tem o mesmo charme do Tate (e zero da sua loucura).

3. COVEN

 Talvez a temporada mais leve de todas, mas a que tem a melhor banda sonora. Gosto de a descrever como sendo uma mistura de Mean Girls com Hogwarts, já que consiste num bando de miúdas com magia (numa academia de bruxaria) e todo o potencial para desastres. Mais uma vez a Jessica Lange e a Sarah Paulson destacam-se pelas seus personagens incríveis (Fiona e Cordelia, respectivamente), mas creio que o estrelato vai novamente para o Evan Peters, pelo seu desempenho grandioso com o Kyle. Entretanto, surge um novo rosto que vem para nos apaixonar: a Nan. Esta temporada é, como já disse, a mais leve de todas, não deve ser subestimada – é viciante. Com sacrifícios, traições, uma Emma Roberts naturalmente dotada para personagens irritantes, e muitas revelações, ela agarrou-me contra todas as espetactivas. 

4. FREAK SHOW

 A temporada mais amorosa, mas também com o maior psicopata de todos (no sentido clínico de “psicopata”), é talvez aquela em que mais nos apegamos aos personagens. Contudo, creio também que esta temporada é aquela que mais desperdiçou potencial. Ainda assim, devorei-a vorazmente e tenho-a em muita estima. Por outro lado, esta vai contra tudo aquilo que as anteriores nos disseram e, desta vez, os monstros são as vítimas e não os vilões – o que definitivamente a coloca numa escapa de inovação superior às anteriores. O que talvez se comece a tornar um pouco cansativo – mas irá mudar em Hotel – é a tendência em colocar sempre os mesmos atores em determinados papeis. Lange é sempre uma mulher poderosa e malvada, Sarah Paulson é sempre uma alma inocente e bondosa (exceto a Dott), o Evan Peters é sempre um anti-herói apaixonante que combina charme e bondade com instintos assassinos. 


5. HOTEL 

Francamente, achei esta temporada aborrecida e não consegui terminá-la, por isso não irei comentá-la (lamento).



Jane the Virgin

 Esta série lembra um pouco uma novela, mas melhor e muito mais divertida. Eu, que não tenho o hábito de acompanhar uma série por mais de algumas semanas (a única que sigo, e já lá vão alguns aninhos, é Guerra de Tronos), dei-me ao trabalho de acompanhar esta série ao longo de alguns meses. Fi-lo, porque ela realmente cativou-me, e porque o seu enredo simples permitia-me isso – se há que detesto é não me lembrar dos episódios anteriores quando vou ver o novo, mas isso nunca foi problema com Jane the Virgin. Outra série que eu provavelmente não veria se não tivesse sido recomendada, já que a ideia não me cativava muito, mas que acabei por adorar. É extremamente dramática, muito romântica, mas sobretudo cómica. E se há personagens que são realmente incríveis – como a abuella (avó) da Jane – há outras que são realmente chatas – como o David. E depois há aquelas por quem sentidos uma mistura de amor e ódio – como a Petra. O plot tem alguns furos, e vários escândalos desnecessários. Mas, de certo modo, essas coisas até fazem sentido, porque no final ligam com o cenário geral da história. Já o triângulo amoroso, bem, esse é muito desnecessário e um dos homens devia ter recuado logo no início (na minha opinião, a pessoa chata acima citada). O triângulo é mais uma distracção do que um complemente à história, na minha perspectiva. Mas tudo bem! A série é boa na mesma. O melhor de tudo, contudo, é o narrador.

Já viste estas séries ou quais andas a ver?


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